A história em resumo
Rio de Janeiro, 1927. Um homem de muitos nomes, que se diz o filho da luz, é acusado de duas mortes. Para a polícia e os jornais, ele finge loucura. Um psiquiatra diz que não. A Justiça o absolve. Mesmo assim, ele passa o resto da vida trancado no Manicômio Judiciário. Relato de crimes reais, sem detalhes violentos.
Os capítulos
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Capítulo 1 · 4 min · Grátis
O homem dos muitos nomes
Acusado de duas mortes, Febrônio é absolvido. Mesmo assim, nunca mais é solto.
Fontes: Laudo de Heitor Carrilho (1929); Denúncia e prontuário policial (1927); Calil, “Aí vem o Febrônio!” (2015)
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Capítulo 2 · 4 min · Grátis
A caçada
Um rapaz sai de casa à noite para assinar um papel e não volta. O suspeito tem ficha na polícia desde 1916.
Fontes: A Noite e Correio da Manhã, agosto e setembro de 1927; Fon-Fon, setembro de 1927; Processo de 1927, citado por Alvares e Ferreira (2022) e Souza (2020)
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Capítulo 3 · 4 min
O laudo
O advogado não quer provar que Febrônio é inocente. Quer provar que é louco. E vai conseguir mais do que pediu.
Fontes: Laudo de Heitor Carrilho (fevereiro de 1929); Razões da defesa e da promotoria (1927 a 1929); Sentença de 12 de abril de 1929; Peter Fry (1982)
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Capítulo 4 · 4 min
Até quando
A sentença não diz até quando. Febrônio escreve ao juiz, foge, é levado de volta. A resposta cabe numa frase.
Fontes: Prontuário do Manicômio Judiciário; Petições de Febrônio e dos irmãos (1933 a 1936); Despacho de 8 de abril de 1936; Calil (2015); Cendrars, La vie dangereuse (1938)
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Capítulo 5 · 4 min
A conta
Em 1956, Febrônio faz uma conta que ninguém quer ouvir. Décadas depois, um tribunal põe no papel uma regra parecida.
Fontes: Laudo de 1956; Código Penal de 1940, art. 91; Peter Fry (1982); Súmula 527 do STJ (2015); Santos e Farias (2014)
O que você vai saber contar
Esta história faz parte da jornada “A caçada moderna”. Ao fim dela, você vai saber contar como a psiquiatria, a imprensa, os decifradores de códigos e os perfis criminais mudaram a caçada.
Histórias desta jornada
- Febrônio: Absolvido e nunca solto
- Ed Gein: O homem por trás do cinema de terror
- Zodíaco: As cartas cifradas
- Chikatilo: O assassino que a URSS dizia não existir
Fontes
- Laudo de Heitor Carrilho (1929) e processo de Febrônio (1927 a 1956), citados por Alvares e Ferreira (2022) e Souza (2020)
- Correio da Manhã e Fon-Fon (1927)
- Peter Fry, “Febrônio Índio do Brasil: onde cruzam a psiquiatria, a profecia, a homossexualidade e a lei” (1982)
- Carlos Augusto Calil, “Aí vem o Febrônio!” (2015)





